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Assembleia discute situação dos criadores de camarão na Paraíba

Publicado em 18 de maio de 2017 às 9:24
170517 - Sessão Especial debate situação dos Carcinicultores - ©nyll pereira - 001 - _DSC7428A Assembleia Legislativa (ALPB) realizou, nesta quarta-feira (17), uma Sessão Especial para debater a situação dos criadores de camarão no Estado. Proposta pelo deputado Raniery Paulino, a Sessão contou ainda com os parlamentares Trócolli Júnior, Jutahy Meneses, Sérgio Rafael, Hervázio Bezerra, Doda de Tião e João Gonçalves, além do secretário executivo da Pesca, Sales Dantas, e representantes dos carcinicultores.
A importação do camarão do Equador, ainda em estudo pelo governo brasileiro, foi um dos temas discutidos. “Essa abertura ao mercado do Equador, caso se concretize, trará grande impacto ao mercado nacional, principalmente à Paraíba, que ocupa o sexto lugar na produção de camarão no país”, destacou Raniery Paulino. “Vamos adotar as medidas que nos competem para evitar que isso aconteça, como encaminhamentos ao Governo Federal”, prosseguiu.  
Já o deputado Trócolli Júnior afirmou que a ALPB tem atuado em favor dos criadores de camarão. “Temos um projeto em andamento praticamente aprovado. Além disso, o Governo do Estado, em 2013, criou uma lei que facilita a criação de camarão para produtores com até cinco hectares, com licenciamento mais rápido”, pontuou.
O secretário executivo da Pesca, Sales Dantas, disse que o Governo do Estado tem criado condições para a ampliação da carcinicultura paraibana. “A Paraíba é o sexto estado produtor de camarão, resultado dos investimentos realizados pelo Governo do Estado. Em 2013, o governador Ricardo Coutinho criou uma lei, dando condições especiais a produtores com até cinco hectares na parte de licenciamento, desburocratizando a atividade, além dos investimentos feitos em tecnologia”, afirmou.
Na ocasião, o presidente da Associação dos Criadores de Camarão da Paraíba, André Jansen, ressaltou que os problemas enfrentados pelo setor não se resumem apenas à importação do camarão equatoriano. “Mesmo com as tecnologias desenvolvidas, temos ainda as enfermidades, a exemplo da doença conhecida como mancha branca, além da possível liberação das importações”, explicou.
Ainda de acordo com André Jansen, além do impacto econômico, a importação do camarão do Equador poderia trazer pelo menos sete doenças que afetam o crustáceo, inexistentes no território brasileiro. “Além do problema sanitário, temos cerca de 5 mil pessoas empregadas aqui na Paraíba. Caso essa liberação aconteça, não teríamos como concorrer, gerando desemprego”, finalizou.