Mês da Mulher: ALPB concede Medalha Epitácio Pessoa a prefeitas paraibanas
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O escritor Pedro Nunes Filho autor do livro “Guerreiro Togado”, será homenageado pela Assembléia Legislativa da Paraíba em atendimento a uma propositura do Deputado Francisco de Assis Quintans, amanhã às 15h00, 10 de agosto de 2011, quando receberá a Medalha Augusto dos Anjos, uma das mais graduadas horárias outorgadas por aquele Poder Legislativo.
Após a solenidade no plenário da Casa de Epitácio Pessoa, haverá o lançamento da segunda edição do livro Guerreiro Togado, uma edição luxuosa, comemorativa dos 100 anos (1911-2011) daquele incidente político que teve desdobramentos em Pernambuco e no Ceará. Impresso no formato 16×23 cm, o livro contém 516 páginas e 69 fotos preto e branco, sangradas, em excelente resolução. Prefácios de Frederico Pernambucano de Mello e de Antônio Jorge de Siqueira. O texto da orelha é José Rafael de Menezes que depõe: “Guerreiro Togado inscreve-se entre os melhores estudos municipalistas nordestinos.”
Pedro Nunes Filho é advogado tributarista e escritor, sendo o livro Guerreiro Togado a sua obra de mais destaque.
A HISTÓRIA
O promotor Augusto de Santa Cruz Oliveira, acompanhado de 120 homens fortemente armados, acaba de invadir a cidade de Monteiro, no Cariri paraibano. O revoltoso quebrou as portas da cadeia pública, soltou os presos, prendeu os policiais e tomou como reféns várias autoridades, entre elas, o promotor em exercício, Dr. Inojosa, e o prefeito daquela cidade, Coronel Pedro Bezerra da Silveira Leal. Houve resistência, tiroteio e mortes. O juiz e o vigário fugiram.
A população está em pânico. As famílias retiraram-se, abandonando suas casas e seus negócios. Monteiro tornou-se um barril de pólvora. A partir de hoje, ninguém sabe o que pode acontecer.
Este incidente político ocorreu no dia 6 de maio de 1911 e foi noticiado dessa forma pela imprensa da capital.
Há 100 anos, a cidade de Monteiro foi invadida conforme noticiado acima. Aí começou uma guerra que encheu todo o Sertão. Ao mesmo tempo em que Santa Cruz provocava medo, despertava admiração por sua inteligência, oratória, simpatia e, sobretudo, por sua valentia e destemor.
Enfrentou sem medo as forças políticas da oligarquia paraibana, pegou em armas, lutou, tentou mudar, nada conseguiu, a não ser respeito e admiração por enfrentar corajosamente um exército composto por 500 homens das polícias da Paraíba e de Pernambuco que atacaram sua Fazenda Areal, onde havia construído sua fortaleza para resistir, acompanhado de 120 homens e tendo como trunfo cinco autoridades que prendeu e levou consigo em sua fuga para o Juazeiro do Padre Cícero.
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