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A Assembleia Legislativa da Paraíba vai prestar significativa homenagem à memória do ex-tribuno e professor Antonio Vital do Rego, que faleceu no dia 02 de fevereiro de 2010. A iniciativa [...]
A Assembleia Legislativa da Paraíba vai prestar significativa homenagem à memória do ex-tribuno e professor Antonio Vital do Rego, que faleceu no dia 02 de fevereiro de 2010. A iniciativa é do deputado Romero Rodrigues que apresentou requerimento de sua autoria propondo a homenagem a essa personalidade que prestou relevantes serviços à Paraíba.
Romero disse que “o destino do homem e de todos os seres vivos é único, universal e irremediável”, ressaltando em sua homenagem “o desejo de que descanse em paz tribuno Vital do Rêgo”. Assinalou que Vital nasceu em 21 de maio de 1935, em Campina Grande.
Segundo o parlamentar a Paraíba perdeu na terça-feira, 2 de fevereiro de 2010, um dos maiores políticos, tribunos e juristas da sua história: Antônio Vital do Rêgo. Nascido em 21 de Maio de 1935, ele era nacionalmente conhecido pela sua oratória envolvente e inconfundível, sendo, durante muitos anos, o principal nome do Tribunal do Júri paraibano, além de se destacar como professor de Direito Penal. Por toda a sua trajetória é merecedor dessa homenagem desta Casa, a qual serviu.
Atualmente, era o presidente municipal do PMDB, em Campina Grande, tendo se filiado aquele partido ainda em 2009. Fruto do casamento com a senhora Nilda Gondim, Vital do Rêgo era pai do deputado federal Vital do Rêgo Filho e do atual prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo Segundo Neto. A filha Raquel, por sua vez, preferiu seguir a carreira médica.
O professor foi assessor jurídico e gerente administrativo, Bentonit União Nordeste S.A.; Assessor Jurídico, Bentonita Boa Vista S.A.; professor de Sociologia e chefe do Departamento de Ciências Sociais, UFPB, 1966, e professor titular, 1981; professor de Direito, UFPB e UEPB; Membro, Instituto Brasileiro de Direito Tributário, USP; presidente e reitor da Fundação Universidade Regional do Nordeste; procurador do Estado da Paraíba, 1987-1990.
Ele também teve vibrante trajetória política, na condição de deputado federal e estadual, além de ter disputado a Prefeitura Municipal de Campina Grande em duas ocasiões. Em suas memoráveis campanhas políticas, sempre iniciava os seus discursos com uma frase que se tornou a sua marca e uma expressão célebre na História política paraibana: “Destemidos e valorosos companheiros de lutas e de vitórias!”. A frase era sempre usada porque quando abraçava uma causa, ia com ela até o seu final, arrastando multidões de admiradores que hoje estão enlutados com o seu desaparecimento.
Antônio Vital do Rêgo foi deputado estadual de 1959 a 1963 pelo PSD. Foi deputado federal de 1963 a 1967 pela UDN. Foi deputado federal de 1967 a 1969 pela ARENA. Ele chegou a ser cassado pela ditadura militar, instalada no Brasil, em 1964, tendo voltado a disputar um cargo eletivo só em 1982, em memorável disputa com Ronaldo Cunha Lima, pela prefeitura de Campina Grande. Contudo, foi eleito deputado federal de 1991 a 1995, pelo PDT.
Na Câmara Federal, Vital foi Corregedor Geral, cargo que honrou com invulgar distinção. Seus discursos e posições no plenário e na Comissão de Constituição e Justiça ainda hoje recebem menções elogiosas.
A tradição familiar influenciou a sua trajetória política – Vital do Rêgo era filho do Major Veneziano Vital do Rêgo (também político e candidato a prefeito e de dona Vicentina Figueiredo. As tradições políticas de Vital do Rêgo são claramente percebidas na própria trajetória do pai, pois o Major Veneziano desfrutou de grande sucesso político em Pernambuco, onde foi deputado estadual, por duas legislaturas, inclusive presidindo Assembléia Legislativa do vizinho Estado, de 1950 a 1958.
O grande tribuno também se destacou precocemente como líder estudantil, tendo demonstrando a sua vocação política em Pernambuco e também na Paraíba. Em Campina Grande, por exemplo, foi um dos nomes de maior destaque do chamado Centro Estudantal Campinense, exercendo a função de cecretário de Cultura e outros cargos. Em 1958 concluiu o curso de Direito, na cidade do Recife, sendo, inclusive, o Orador das Turmas Concluintes.
O Major Veneziano sempre foi para o tribuno um modelo de vida. Um dos fatos marcantes desta relação é que o Major chegou a desistir de tentar o terceiro mandato de deputado estadual para acompanhar o filho, Vital do Rêgo, que se elegeu deputado estadual paraibano, no ano de 1958. O major morreria em 1969, aos 62 anos, levando Vital a cultivar um permanente luto – sempre usava roupas pretas – pelo desaparecimento do seu genitor e o incessante compromisso pela perpetuação da memória paterna.
A árvore genealógica do jurista Vital do Rêgo também contém outras figuras de peso da política paraibana. Da parte do sangue da sua mãe, dona Vicentina Figueiredo (autora do Hino do tradicional Colégio Estadual da Prata), se destacou personalidades, como Argemiro Figueiredo, que foi senador e governador, mas também derrotado em eleição para prefeito, em 1951, quando perdeu para Plínio Lemos (13.989 votos, contra 11.127). Bento Figueiredo, irmão de Argemiro, até foi prefeito de Campina Grande, durante alguns meses de 1935 e, depois, de 1938 a 1940, mas na condição de interventor, e não por via eleitoral.
O sogro de Vital do Rêgo e avô do atual prefeito de Campina Grande, Pedro Moreno Gondim, pai da senhora Nilda Gondim, governou a Paraíba de 1958 a 1966 e morreu em julho de 2005.
Sempre se destacou no exercício de outras funções – Era sócio fundador da Associação dos Advogados de Campina Grande, membro da Academia de Letras de Campina Grande, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba e do Núcleo de Estudos de Problemas Brasileiros. Ele foi Presidente do Conselho da OAB, Seccional da Paraíba, de 1985 a 1991.
Também foi presidente da Comissão do Centenário de Campina Grande e ocupou cargo na direção do Campinense Clube. Chegou a ser reitor da antiga FURNE (hoje UEPB), tendo preconizado que a instituição se consagraria no futuro como o maior patrimônio educacional e cultural da Paraíba. Como advogado criminalista, fez júris em todo o Brasil. Em das suas mais memoráveis lutas foi a desenvolvida em 1999 contra a privatização da CELB (atual Companhia Energética da Borborema), pois a iniciativa fez com que a cidade perdesse uma dos seus mais importantes patrimônios.
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