Projeto estabelece cota de autores paraibanos em Vestibular da UEPB

Projeto do deputado Zenóbio Toscano prevê que metade dos livros indicados para o Vestibular da UEPB seja de autores paraibanos. Para o deputado, a iniciativa valorizaria as obras paraibanas e [...]

📅 Publicado em 22 de maio de 2007 📍 João Pessoa, PB

O deputado Zenóbio Toscano apresentou Projeto de Lei que dispõe sobre a adoção de livros de autores paraibanos nas provas de Vestibular da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba). Ele acredita que a Paraíba tenha uma produção de livros bastante intensa e lembra que, proporcionalmente, é um dos Estados com maior número de autores consagrados no país.

E citou nomes como o de Ariano Suassuna, José Lins do Rego, José Américo de Almeida e Augusto dos Anjos, entre outros. Ele também lembrou que na Literatura de Cordel o paraibano Leandro Gomes Barros é um ícone brasileiro, citado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade como “Príncipe dos poetas do Brasil”.

Zenóbio disse que são inúmeros os autores cujas obras, tanto na Paraíba como em outros Estados , têm recebido uma repercussão crítica das mais respeitadas, a exemplo de Ascendino Leite, Bráulio Tavares, Sérgio de Castro Pinto, F. Pereira Nóbrega, Lúcio Lins, Luiz Augusto Crispim, Natanael Alves, Gonzaga Rodrigues, Biu Ramos, Ronaldo Cunha Lima e W. J. Solha, entre tantos outros.

De acordo com o parlamentar, a descentralização da cultura é uma realidade no mercado e a Paraíba possui uma vasta criação literária, além de farto material de pesquisa científica. “As provas de vestibular, em todas as universidades, sempre contemplam obras literárias para estudo dos candidatos, o que acaba sendo um importante canal para divulgação dessas obras”, falou Zenóbio.

Em seu Projeto de Lei ele defende que na elaboração das provas para o Vestibular da UEPB seja destinada uma cota de 50% quando da indicação das obras literárias para estudo dos candidatos a critério dos elaboradores. “Isso não apenas ajudaria a divulgar nossos autores, mas ajudaria a aquecer o mercado editoral”, disse Zenóbio Toscano.

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