10 ANOS SEM HUMBERTO LUCENA

A Assembléia Legislativa realiza, nesta terça-feira (15/04), a partir das 15 horas, no plenário “Deputado José Mariz”, uma Sessão Especial, alusiva ao aniversário de morte do senador Humberto Lucena (PMDB). [...]

📅 Publicado em 14 de abril de 2008 📍 João Pessoa, PB

A Assembléia Legislativa realiza, nesta terça-feira (15/04), a partir das 15 horas, no plenário “Deputado José Mariz”, uma Sessão Especial, alusiva ao aniversário de morte do senador Humberto Lucena (PMDB). A sessão proposta pelo deputado Zenóbio Toscano (PSDB) faz parte da programação de eventos que resgatam a memória do senador paraibano que morreu em 1998.

Nesta quarta-feira (16/04), às 17 horas, a pedido da família, haverá uma missa em memória a Humberto Lucena, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Miramar. A deputada estadual Iraê Lucena (PMDB), herdeira política do grande líder peemedebista, disse que a saudade da família e dos paraibanos “ainda é muito grande”.

Para o deputado Zenóbio Toscano, Humberto Lucena – que presidiu o Congresso Nacional em três oportunidades – “foi um dos maiores homens públicos que a política paraibana produziu. Toda e qualquer homenagem à sua memória é mais do que merecedora”, afirmou.

CASSADO E ANISTIADO

Na década de noventa, o então senador Humberto Lucena passou por maus momentos na vida política e foi alvo de uma intensa campanha na mídia nacional.

Em seu último ano como presidente do Senado, Lucena foi acusado pelo uso da gráfica do Senado para impressão de material de propaganda eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral anulou sua reeleição em 1994, mas o senador teve a solidariedade dos colegas, que aprovaram um projeto de anistia que acabou sendo sancionado por Fernando Henrique depois de muita negociação.

Na primeira passagem pela presidência do Senado, entre 1987 e 1988, Humberto Lucena enfrentou acusações de nepotismo por empregar familiares e amigos em seu gabinete. Apesar de todos os contratempos, Lucena atravessou mais de quarenta anos de vida pública sem sofrer quaisquer acusações de corrupção, dispondo, ao morrer, de um patrimônio razoavelmente modesto. Humberto Lucena era presidente do PMDB paraibano desde a fundação do partido, mas nunca conseguiu chegar ao governo do Estado, um sonho que nutriu por muito tempo.

Para Ronaldo Cunha Lima (PSDB), companheiro de Humberto no Senado, Lucena foi um homem probo e honesto, que não deixou riquezas materiais para a família. Ronaldo definiu Lucena como “um pai e um conselheiro presente em todos os instantes”.

Para o senador José Maranhão (PMDB), Humberto “era um construtor de elos para correntes sempre fortes e seguras. E sabia, como poucos, aliar talento e inteligência a um grande coração”. (JB)

DEDICAÇÃO À POLÍTICA

Humberto Lucena nasceu em João Pessoa, no dia 22 de abril de 1928 e faleceu, em São Paulo, em 13 de abril de 1998. Lucena estava internado desde o dia 18 de fevereiro no Incor (Instituto do Coração) e morreu em decorrência de complicações cardíacas.

Filho do casal Severino de Albuquerque Lucena e Maria Hilda Coutinho de Lucena. Sua família detinha grande prestígio político na Paraíba. Seu avô, Solon Barbosa de Lucena, foi governador do Estado em 1916 e no período de 1920 a 1924.

Ele iniciou seus estudos na capital paraibana, passando pelo Lyceu Paraibano e, por fim, prestou vestibular para o curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife. A primeira eleição de Humberto Lucena foi para a Assembléia Legislativa estadual em 1950, sendo eleito pela primeira vez pelo PSD. É reeleito deputado estadual em 1954 e chega a ter a liderança do partido na casa legislativa. Em 1958, concorre a uma vaga de deputado federal na Câmara e mais uma vez é eleito pelo PSD. Se reelege em 1962, 1966 e 1974.

Com o golpe de 1964, o PSD é extinto, sendo criado um sistema baseado no bipartidarismo. Os partidos que emergem dessa mudança são a Arena, representante do governo e o MDB, a Oposição. Humberto Lucena filia-se ao MDB. Nas eleições de 1978 é eleito senador, tornando-se líder do partido no Senado. Com a anistia e o fim do bipartidarismo, permanece no MDB agora PMDB sendo seu líder de 1982 a 1984 e líder do PMDB e do governo José Sarney em 1985. Em 1987, pela primeira vez assumiu a presidência do Senado, retornando no biênio 1993-1994. É de sua autoria a emenda de manutenção do presidencialismo no Brasil na Constituição de 1988.

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